quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Amnésia

Tempo parado no ar, há dias, meses. Quase um ano.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Quem sabe ?


Quem sabe o que é ter e perder alguém ?
Quem sabe o que é ter e perder alguém ?
Quem sabe o que é ter e perder alguém ?
Sente a dor que senti.
Quem sabe o que é ver quem se quer partir
E não ter pra onde ir ?

Faz tanta falta o teu amor, te esperar...
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser assim

Quem sabe o que é ter sem querer pra si ?
Não quer ver outro em mim
Não fala do que eu deveria ser
Pra ser alguém mais feliz

Faz tanta falta o teu amor e te esperar...
Não sei viver sem te ter
Não dá mais pra ser assim.

segunda-feira, 11 de maio de 2009


Ardia noite clara, farta, quando ele partiu.
Foi tão só pela madrugada, estrada fora aberta, sem dizer adeus. Caminhou sereno, pequeno viu o mar, estranhou o ameno lampião, estranhas formas ao luar. Menino fujão...Chinelo de dedo, boca a suspirar, ele via o mar, espantado o medo de molhar o pé no sal, no verde escuro, céu azul anil. Desconfiado veio na onda degustar, de levinho tocou com o polegar, molhada grande escuridão, menino fujão.
Cadê sua mãe, cadê o seu pai ? Que idade você tem ? Tão criança, mal sabe a lambança que está à solta por aí.
São bichos morrendo, seres a matar. Solidão, buraco no ar.
Quem sabe ainda o que você vai ser ? Será um estorvo, será homem bom , será mundo novo que está no menino fujão ?

terça-feira, 10 de março de 2009

Como uma gota d'água, um orvalho que na noite se forma, e no dia se desfaz.
Assim sou eu, custa o que correr, corre o que custar.
Deixando para trás certas convicções, caminhando, andando, correndo.
Rabisco no céu azul o sol que a chuva de outrora havia apagado...
Talvez por engano, eu venha te beijar.
Andando, correndo, caminhando.
Entre ciscos, de folha em folha, até cair e se desmantelar...
Evaporar, se purificar. Deixar para trás, sais e minerais.
Correr, andar, caminhar... Te encontrar.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Guarde um sonho bom para mim.




Já vou, será?
Eu quero ver.
O mundo eu sei não é esse lá.


E ao amanhã a gente não diz.

Por onde andar?
Eu começo por onde a estrada vai.

E não culpo a cidade, o pai.
Vou lá, andar.

E o que eu vou ver? Eu sei lá...


E ao coração que teima em bater.

Não faz disso esse drama, essa dor.
É que a sorte é preciso tirar pra ter,

perigo é eu me esconder em você.

E quando eu vou voltar? Quem vai saber...

Pois é, até onde o destino não previu.

Se alguém numa curva me convidar,
eu vou lá
, que andar é reconhecer.
Olhar.


Deixa o amanhã e a gente sorri.

Eu preciso andar um caminho só,
vou buscar alguém que eu nem sei quem sou.


Bom, caro leitor, aqui apresento-te pensamentos confusos,
talvez adversos, mas que traduzem algo.
E se alguém for capaz: manda avisar que esse daqui
tem muito mais amor pra dar.

Enfim, apenas guarde um sonho bom para mim.


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Ana Carolina


Queria tentar homenageá-la de uma forma diferente, dizer que em tão pouco tempo foi tão importante conhecer-te, dizer que te entendo, dizer que você me entende. Dizer que tudo tem sido bom, seja assuntos, simples palavras, às vezes complexas, inevitáveis, brincadeiras, risos, tristezas compartilhadas (e como compartilhamos...) enfim, só queria dizer que você, Carol brilha mais que o sol (eu precisava de rimar essa última frase. *o* )

"Carolina é uma menina bem difícil de esquecer, andar bonito e um brilho no olhar, tem um jeito adolescente que me faz enlouquecer e um molejo que eu não vou te enganar. Maravilha feminina, meu docinho de pavê."

Ana Carolina, menina bela. Menina bela.

Gosto-te.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Pra que, se... (?)



"Pour quoi? c'est que mon coeur au milieu des délices
D'un souvenir jaloux constamment oppressé
Froid au bonheur présent, va chercher ses supplices
Dans l'avenir et le passé."

Tradução: "Por quê? é que meu coração, em meio às delícias de uma lembrança, ciumenta, constantemente oprimida, indiferente à felicidade presente, vai buscar seus suplícios no futuro e no passado."


Aqui creio que nada preciso dizer, caro leitor.
Jogue-se na música, no prefácio, no pretexto, na saudação como me joguei.
Viva como se não houvesse amanhã, aí então tente me entender. Eu sou uma pergunta.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Os muros e as grades




Quando pensamos estar protegidos, será que realmente estamos?
Quando buscamos nossos ideais, nossas responsabilidades, nossos gostos, nossos prazeres, enfim, nosso refúgio. Por que sempre acabamos nos deparando com uma decepção?
Talvez eu tenha a resposta, mas nem eu mesmo consigo segui-la, apresentarei-a a ti, caro leitor...

Nossos problemas sempre virão, isso é fato. Mas a pergunta é: O que nós temos feito?
Será que temos agido de forma coerente ? Será que não temos apenas fugido ?
"Coragem para a luta", disse-me meu pai à porta do Novo Mundo, "encontrarás as respostas que procura", tenho corrido atrás, talvez de forma certa, ou de forma errônea, já não sei o caminho a seguir, também nada adianta apontar o caminho e seguir outra direção. Vai saber o que é morrer de sede em frente ao mar, vai saber o que é não ter e ter que ter para dar. Sabe lá.
Apenas sei que os muros e grades nos protegem de quase tudo, o que não esperávamos é que o "quase tudo" é quase sempre "quase nada".

Se estou machucado por dentro, talvez eu agora aprenda que se eu não me importar dói menos, entenda meu raciocínio: Se não espero um sorriso, sem desilusão. Se não espero um abraço apertado, sem desilusão. Se não espero um beijo, sem desilusão.
E o que parecia nunca seguir uma linha tênue, acaba se transformando em pequenas palavras simples e complexas juntadas num certo Blog por uma pessoa que talvez nem consiga expressar o que realmente sente. Ou que consiga.

"É Deus, parece que vai ser nós dois até o final."

Quando tempo demorei pra saber que nada sei...E você, caro leitor, se leu as palavras até agora, saiba que és um corajoso, mas não se prenda a elas, talvez seja pura falta de sintaxe. Ou então, apenas "Sintaxe à vontade"!

Grato!